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quinta-feira , 14 dezembro 2017
Retrato de grandes cineastas quando jovens: David Lynch

Retrato de grandes cineastas quando jovens: David Lynch

Alguns artistas são tão característicos que viram verbetes. É o caso de David Lynch, cineasta americano nascido em 1946 que é o mais consagrado diretor underground da sétima arte. Se algum diretor atual tentar criar uma cena sombria, tenebrosa, tensa com uma combinação de mistérios que remetam ao universo do surreal, onírico, provavelmente será chamado de lynchiano, em referência ao mestre desse modelo de cena. Lynch cria ambientação tensa de um modo que nem Hitchcock conseguiu, de modo a levar o espectador a esperar da tragédia ao nada, atento a cada detalhe de cena. Seus filmes são de uma densidade simbólica rara no cinema, psicológicos. Quem um dia assistiu ao anãozinho que fala de trás para frente de Twin Peaks nunca mais foi o mesmo. O caráter enigmático das narrativas que cria também contribui em muito para sua aura de grande artista. Só buscar no google sobre o significado de filmes como “Lost Highway” (Estrada Perdida) ou “Mulholland Drive, ou mesmo de Twin Peaks, seu maior sucesso, e verás uma avalanche de sites tentando desvendar os supostos mistérios de suas tramas. Os mais entusiastas chegam a dizer que Lynch é dos poucos diretores capazes de elevar o cinema à categoria de arte suprema, valendo-se de todos os recursos expressivos possíveis pela projeção.

Vasculhando suas origens, pouco se pode abstrair de significativo, exceto sua forte formação presbiteriana, que justifique sua predileção pela bizarrice e pelo universo onírico. Lynch cursou Belas Artes, na Filadélfia, para se tornar pintor, mas acabou cineasta. Se é possível construir um percurso estético e narrativo de seu estilo, apenas se pode recorrer à produção artística como referência. Seus primeiros curtas estão espalhados pela rede de forma clandestina, pois têm, direitos reservados. Vou postá-los, mas é possível que o vídeo saia do ar, portanto, colocarei os títulos dos curtas, podendo ser buscados no youtube em outras postagens.

1. “Six men getting sickn (six times)” (seis homens vomitando – seis vezes) – filmado quando tinha 20 anos, é provavelmente seu primeiro trabalho audiovisual:

2. The Alphabet (1968) – mistura de animação com filmagem. Perceba a preocupação do jovem diretor com a sonoplastia (que virá se tornar sua marca mais poderosa)

3. The Grandmother (cuidado – cenas fortes) – fregmento da primeira iniciativa de terror do diretor.

4. Experimentos com 16MM. Em seu DVD (Mistery Disc) o diretor nos presenteia com os seus experimentos com criação de cenas de seu início de carreira, incluindo trechos dos três vídeos acima.

Para quem não conhece a obra de Lynch, saiba que entender seu labirinto significativo talvez seja uma tarefa perdida, embora faça parte da maravilha de sua obra dar a impressão de quase entendermos seu roteiro. Os filmes que melhor produzem essa sensação são Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos), Lost Higway (Estrada Perdida) e Twin Peaks (Os últimos dias de Laura Palmer). Mas há filmes mais “normais”, no que diz respeito à sua inteligibilidade, embora mantenha-se fiel à ambientação noir e tensa: “Coração Selvagem” e “Veludo Azul” são esplêndidos.

Caso já conheça a filmografia terrorista de Lynch, ou não tenha o menor interesse em perturbar seus sentidos com esse tipo de filmes, o mestre do suspense produziu uma película das mais sensíveis e belas da história, simples e linda: História Real (Straight Story) narra a saga de um velhinho que atravessa os Estados Unidos em um cortador de grama para visitar o irmão que teve um derrame.

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Sobre Adriano Dias

Adriano Dias é um dos idealizadores do projeto, articulista e mergulhador no "mar de signos" em busca de formas curiosas e relevantes de cultura. Também leciona literatura, gramática e técnicas de redação como profissão.

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