sudo yum install newrelic-php5 sudo newrelic-install install
segunda-feira , 18 junho 2018
Reproduzindo o infinito em gifs artísticos

Reproduzindo o infinito em gifs artísticos

Julien Douvier é um francês obcecado em congelar momentos, o que poderia ser feito apenas com uma fotografia, mas sua busca inclui movimento, complicando o processo. A imagem digital permite o recurso do gif animado que, quando se encontra o ponto perfeito de junção, possibilita a produção de uma imagem infinita. A técnica, que vinha sendo utilizada há mais de 20 anos, adquire nova significação nas sublimes imagens desse artista.

nature2 promenade3

Sua obra já encantou com vários recortes de realidade diferentes, entre o urbano e o natural. A mais recente criação de Douvier é a série intitulada ROUTiNE (rotina), em que o gif circular retrata a contínua cena de alguém multiplicado caminhando pela cidade, ao infinito. A sequência chega a ser perturbadora, na mesma medida que cria um discurso poderoso de vida tediosa, maquinal, repetitiva e sem sentido, ainda que as imagens sejam lindas plasticamente. Veja a série:

r2outine routine0 routine1 routine3 routine4 routine5 routine6 routine7 routine8 routine9 routine11 routine12

A sequência acima foi criada a partir de um insight de Julien, percebendo-se na jornada diária há anos “Acordando à mesma hora, pegando as mesmas rotas pelas mesmas ruas, caminhando nas mesmas calçadas em frente aos mesmos edifícios…”. Flagrou a percepção do que é rotina e buscou representar plasticamente essa percepção. O resultado foi a série vista, em que cada imagem, por si só, cria uma representação de continuidade incômoda. Antes disso, a técnica de animação contínua vinha sendo desenvolvida em várias séries, a partir do conceito de cinematografia, em referência aos primórdios da captação e reprodução de imagens animadas. Assim, sua produção se insere em um contexto de diálogo entre a fotografia e o vídeo, passado e presente.Veja alguns exemplos das primeiras séries de Julien:

Curioso o efeito das imagens de natureza, cuja impressão é de bucolismo, calma, equilíbrio. Os movimentos de água, insetos, teia de aranha, folhas, mesmo em looping, são irregulares, como se não fossem os mesmos, dando a sensação de que o tempo está passando em uma câmera abandonada no mato. Diferente das cenas das escadas rolantes, cuja simetria e regularidade amplificam a simbologia de uma máquina funcionando perpetuamente.

https://www.behance.net/JulienDouvier
http://juliendouvier.com/
http://juliendouvier.tumblr.com/

Sobre Adriano Dias

Adriano Dias é um dos idealizadores do projeto, articulista e mergulhador no "mar de signos" em busca de formas curiosas e relevantes de cultura. Também leciona literatura, gramática e técnicas de redação como profissão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Scroll To Top
sudo rpm -Uvh http://yum.newrelic.com/pub/newrelic/el5/i386/newrelic-repo-5-3.noarch.rpm