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sexta-feira , 24 novembro 2017
O cheiro de livro tem nome: vaidade!

O cheiro de livro tem nome: vaidade!

Não tem nada mais clichê que dizer que adora “cheiro de livro”, não tem como não soar pedante uma afirmação dessas.

Não pretendo fazer nenhuma apologia do e-book, do tablet como substituto do livro de papel (embora seja adepto), mas apenas uma reflexão sobre o que leva alguém a verbalizar (para vergonha alheia geral) esse chavão: “Adoro cheiro de livro”, acompanhada de um gesto com as mãos que lembra alguém folheando um livro em frente ao nariz, cheirando-o.

Cheiro de LivroO problema não reside no ato de ler, de mergulhar na diversão que é vivenciar uma história bem contada ou uma reflexão profunda bem formulada, tanto faz. Ler é um tesão, é um dos maiores prazeres que se pode experimentar em vida. Também não vejo problemas em que o objeto pelo qual se realiza a leitura seja um livro de papel, é um mecanismo eficiente, prático, bonito em termos de design. O problema está na raiz de todos os males da civilização humana, na mãe de todos os pecados: a Vaidade.

Imediatamente relacionamos o ato de ler com aquisição de cultura, evolução intelectual, distinção cultural, erudição (todos símbolos da mais alta admiração), como se ao lermos entrássemos em um processo simultâneo e independente de auto-evolução, isto é, não há como não ficar muito foda se você lê. Mas não é o que se flagra. Não faltam exemplos de eruditos imbecis. Mais paradoxal ainda é perceber que, via de regra, quanto mais intelectual e erudito alguém se torna, vem de brinde um desenvolvimento irremediável de arrogância, prepotência e um certo ar blasée perante as pequenezas da vida dos mais inferiores.

É curioso que esse percurso seja oposto à crença de que almas elevadas assumam uma postura de ponderação, simplicidade, percepção do outro. A imagem de uma biblioteca vasta com lombadas de couro vermelho, em que se precise de escada para alcançar os exemplares mais altos, essa foto remete à sabedoria, domínio do conhecimento que faz do home o bicho mais distinto da natureza, mas o mais comum é encontrarmos (claro que é um estereótipo) um velho arrogante e racista, cagador de regras e amargo com os rumos que a sociedade humana tomou.

É claro que nem todos os grandes leitores se tornam imbecis desse calibre, muitos realmente percebem que quanto mais sabem, mais descobrem que nada sabem, mas não vejo como não associar o “cheiro de livro” com a vaidade babaca de querer ser visto pelos outros como culto.

cheiro-livroNa mesma medida, não são poucos os exemplos de pessoas ignorantes, semi ou totalmente analfabetas, ou mesmo alfabetizadas, mas que não leem nem gostam de livros, cujo comportamento é mais lúcido, elegante, generoso e sábio que a maioria das pessoas. Nada de generalizações, também entre gente simples, sem “cultura” (advinda dos livros), abunda prepotência, preconceito, vaidade, assim como entre os “cultos”. Essa percepção leva, necessariamente à concepção de uma relação lógica: não há relação lógica em ler livros e ter uma conduta admirável, assim como a simplicidade econômica não implica pureza de alma.

Na própria literatura encontramos exemplos incríveis contra essa postura dos adoradores de “cheiro de livro”. Em “O Lobo da Estepe”, Harry Haller, o protagonista, alto intelectual, perturbado em não encontrar par no mundo, nem sentido para a vida, leva um sabão existencial de uma prostituta, toma um baile dialético de um músico ignorante. Em determinado ponto da história, Hermínia ri do fato de ele não saber dançar, questionando como alguém que tem uma cultura que demora uma vida para ser adquirida não é capaz de realizar uma tarefa corporal tão simplória: dançar. Outro exemplo clássico foi dado por Jack London em seu “Martin Éden”, em que o protagonista se esforça para ser reconhecido por sua amada, de classe social superior, e vira escritor e intelectual com todas suas forças, para descobrir que o que lhe daria reconhecimento seria a fama, não a cultura, levando-o ao suicídio. O mais profundo heterônimo de Fernando Pessoa é o ignorante Alberto Caeiro.

Desenvolver-se dentro do universo da cultura letrada deve ser acompanhado de uma disciplina intensa contra a vaidade, o glamour em torno do objeto livro deve ser mantido sob observação constante, para não corrermos o risco de enveredarmo-nos na trilha oposta à que imaginamos estar trilhando, tornando-nos antes presunçosos que sábios, mais ridiculamente vaidosos que compreensivos. Duvida? Preste atenção em suas sensações quando ouvir a próxima vez a expressão “Adoro cheiro de livro”

 

Sobre Adriano Dias

Adriano Dias é um dos idealizadores do projeto, articulista e mergulhador no "mar de signos" em busca de formas curiosas e relevantes de cultura. Também leciona literatura, gramática e técnicas de redação como profissão.

42 comentários

  1. “Não tem nada mais clichê que dizer que adora ‘cheiro de livro’, não tem como não soar pedante uma afirmação dessas”… A mim parece que você está falando de si mesmo… Sim, porque você não perde a chance de exibir seu conhecimento literário cumulativo… A mim dizer que “adora ‘cheiro de livro'” soa como recomendar a outros que também experimentem e vejam por si se conversar com diferentes autores sobre diferentes assunto não é um prazer por si só… Conversar, dialogar, simplesmente, sabe?! :)

    • Concordo, helena. Eu examino a mim mesmo nesse artigo. Só escrevo o que me flagro, e percebo uma vaidade querendo contaminar minha alma por conta do valor que a cultura tem em nossa sociedade, o que não descaracteriza o valor da cultura, mas o meu valor com a cultura que tenho, entende? É uma reflexão bem profunda, a vaidade é uma paixão sutil e admiro a simplicidade de quem consegue vencê-la. Não acredito em “prazer por si só”, somos mais complexos que isso e realizo em mim um auto-exame que permite detectar escapes de vanglória, de presunção, de arrogância disfarçados em ações aparentemente “puras”. Repito, é uma reflexão beeeem profunda (acho que isso soou pedante, kkkkk). Valeu pelo comentário, consegui incomodar algo estabelecido, repensar uma verdade consagrada. Isso não tem preço. Bj.

  2. Texto simplesmente hilário!

    • Juro que não entendi se você está sendo irônico, ofendido com a opinião expressa, se achou graça do quanto tanta gente se ofende com essa opinião ou com o fato do texto ser muito ruim kkkkkkk. Mas ainda bem que divertiu!

  3. Parabéns pelo texto, uma ótima reflexão, a maioria dos que comentaram se sentiram ofendidos pelo texto e acabam escrevendo na defensiva mesmo sem perceber.

    • Obrigado André. O texto é provocardor demais, mexe com âmbitos subconscientes, serve para mim mesmo, para controle de meu ego, mas incomoda muita gente!

  4. Entendi o que o texto quis retratar, ou a menos acho que captei a ideia, não se trata da pessoa simplesmente dizer que gosta do cheiro do livros, e sim a intenção por trás de quem diz isso… eu particularmente evito me exibir quando leio algo, pra isso eu tenho o Skoob, ou alguns amigos que gostam de ler… também já pensei bastante sobre a superioridade, quem lê pode até ter mais conhecimento concreto sobre as coisas, do que quem não lê… mas a reflexão, opinião são resultados de quem pensa, o livros podem instigar isso, só que ele não será sinônimo de fazer a pessoa ser sábia, a sabedoria vai depender de como o individuo vai discernir as coisas no geral, e esse individuo muitas vezes não lê.

    • Não poderia ser mais perfeita a leitura. É exatamente isso. A leitura é um processo contraditório, na mesma medida que estimula o raciocínio, amplia o horizonte cultural, dá uma visão diferente do mundo, também aumenta aumenta a vaidade, dá glamour, estimula a soberba, dá a falsa ideia de superioridade e sabedoria. É preciso dialogar bastante a respeito.

  5. Tinha lido mas demorei dar minha opinião. Entendo o que você quer dizer com essa vaidade. Eu gosto dos cheiros dos livros, não de todos (isso é impossível), e não saio por ai cheirando- os para ficar aparecendo e admito que gosto de ler, mas não saio por ai me exibindo, não me acho superior a ninguém, se uma pessoa não gosta de ler isso é coisa dela, nem todo mundo tem paciência para ficar horas em frente de um livro.
    Mas eu entendo o que você quis dizer porque já vi gente que se acha muito culto porque lê e quando alguém fala que não gosta de ler, eles olham a pessoa como se ela fosse digna de pena. Também já vi gente cheirando livros nas livrarias e falando alto que adora o cheiro de livros e se alguém fala que isso é besteira, a pessoa fala que o outro não sabe o que tá perdendo, já ouvi até um achar o outro de ignorante (idiotice). O problema de muitos leitores é que eles não sabem respeitar quem não lê e muitas vezes até quem não lê, não só por terem hábitos diferentes , mas também por causa de gêneros literários, algumas pessoas acham que o que leem é o melhor tipo e que os outros não prestam, o que é ruim, já que aprender sobre os outros gêneros é interessante e torna as leituras divertidas, na minha opinião.

  6. Eu gosto de ler, e muito. E sim, tenho muito orgulho disso… Não um orgulho pedante, de quem se acha melhor que outras pessoas, mas o orgulho de ter a certeza de que sou privilegiado neste aspecto da minha personalidade. Um dia alguém me educou para este gosto, que ainda bem, soube manter vivo. Pessoas passam pela vida sem a ter a noção do prazer e da edificação que a leitura dá ao homem.

    E sendo ou não clichê, sendo ou não cafona, e parecendo ou não arrogante, eu gosto do cheiro dos livros, prefiro ler em livros, que em qualquer outra ferramenta eletrônica… O motivo de gostar do cheiro de livros? Sinceramente não sei responder, pois não temos ali um perfume propriamente dito – poeticamente falando sim (rsrs).

    Acho que o que atrai no cheiro de um livro novo, é que em nosso subconsciente nos remete para as boas experiências que tivemos com outros novos livros que um dia lemos… E nos acende para a possível boa nova experiência.

    • ” O motivo de gostar do cheiro de livros? Sinceramente não sei responder, pois não temos ali um perfume propriamente dito – poeticamente falando sim (rsrs).”
      Não se sinta ofendido em identificar uma certa vaidade nessa sensação, uma certa distinção, identificando-se com o que há de melhor nessa vida. Percebo isso em mim em diversas situações, como quando afirmo que “não vejo TV”. Há um ligeiro esnobismo aí, do tipo “não gasto meu tempo com futilidades, prefiro ler…”. Inofensivo, mas, mesmo assim, é vaidade.

      • nossa, confesso.
        sempre que eu digo que não vejo tv, digo a frase para anular no interlocutor qualquer intenção de perguntar se vi isso ou aquilo na tv. tipo, não me interesso pelas bobagens que passam lá, esqueça.
        mas quando falo que adoro o cheiro de livros novos, penso, sinceramente no cheiro do papel novinho, recém impresso, folhas brancas, juntinhas e em todas as lembranças boas que abrir um livro me trazem.o ato de abrir o livro é praticamente um ritual, tal qual pessoas que adoram o cheiro de sapatos novos (já vi muito isso).
        confesso meu pecado da arrogancia ao afirmar que ” não vejo tv.” mas os livros me trazem outro sentimento, o de como sou pequena diante da mente brilhante que escreveu o que estou prestes a ler, e um desespero de saber que vou morrer sem conhecer tantas outras maravilhas do vasto mundo literário.

        • Opa, dois tocos de uma vez é sacanagem. Eloísa, busco vasculhar minha alma em busca das sutilezas que a constituem, a vaidade é um dos constituintes mais , facilmente disfarçável, adorável a sensação que proporciona, mas tão logo descoberta, se esconde sob a forma mais inocente possível. O artigo propõe a reflexão, a autoinvestigação, apenas, não um apontar de dedos, uma provocadinha. Creio que deu certo. Obrigado pelo comentário.

          • dois tocos? hahahahahah. as vezes confundo vaidade com arrogancia. a vaidade busca aplauso, a arrogancia dá um tapa na cara. geralmente bato. não gosto de ser aplaudida.

  7. Vaidade é ficar fazendo pouco caso das manias alheias… principalmente se são inofensivas… tem gente de gosta de cheiro de carro novo, de vinho, de couro… etc Quem diz que gosta do cheiro do livro faz uma conexão com as lembranças da infância… o que, de fato, pode trazer bons sentimentos, justificando o gosto pelo cheiro de papel e tinta dos livros novos. Longe de ser pedantismo, é apenas uma demonstração amor aos livros… E você, Rex, be a lamb e pare de rotular os hábitos que você não compartilha.

    • Não pretendi fazer pouco caso de manias alheias, mas cutucar, sim. Pessoas inteligentes gostam de serem provocadas a refletir sobre si mesmas e como se comportam no mundo. Verifiquei inúmeras vezes que quando alguém profere a tal frase, causa uma reação coletiva interessante, alguns sentem-se envergonhados (por não compartilharem o gosto), outros se incomodam, fazendo cara de “é um babaca!”. Essa reação me fez refletir o quanto, mesmo que bem sutilmente, não há de vaidade nessa frase, ou em quem a profere. A vaidade é uma expressão deliciosa, causa um prazer viciante, mas odiamos sermos apontados como vaidosos.Incomoda, né?

  8. o cheiro do livro não indica vaidade; a vaidade, inclusive não me parece um mal se nos atermos à realidade. Cada um que se glorie em sua própria potência. Você aponta muitas questões importantes, mas as críticas que faz estão ligadas à ignorância e à cultura do individualismo e do ego exacerbados. O prazer sensual de ler um livro é fascinante e o fato de alguns quererem se valer do “cheiro do livro” para exalar cultura, elevação, evolução, etc. tem a ver com o desconhecimento de si, do outro e do mundo, não propriamente com o cheiro do livro. Sua reflexão me parece bem boa, só errou nas causas, mas tudo bem, esse é um espaço de discussão de ideias e é bom que os problemas que colocou ressurjam em nosso tempo. Abraços!

    • “as críticas que faz estão ligadas à ignorância e à cultura do individualismo e do ego exacerbados” – Exatamente. Você mais concorda comigo que discorda. A minha pesquisa é justamente se a manifestação da frase mote do artigo não é uma pista da manifestação velada dessa pulsão subjetiva, vontade incontrolável de nos gabarmos. Obrigado pelo comentário pertinente.

    • …e ainda tem os que gostam de “comer” livros! Kkkkk

  9. Mais de cinco parágrafos escritos para tratar de um assunto que não vale duas linhas.
    Que inveja desse pessoal com tempo sobrando pra tratar de tamanha boçalidade.

    Mas há quem goste. Deixo a dica para um desafio… discorra vários parágrafos sobre
    outro tema importante: “Marcar páginas com dobra na orelha da folha: Pecado ou Licença Poética?”

    • Realmente não compreendi se a repulsa em seu comentário foi fruto da ofensa de que você pode ter se sentido vítima, ou de um desprezo total pela reflexão sobre uma das formas comuns em que a vaidade se manifesta na alma humana. Se for a segunda, levando em conta que o tema é claro desde o primeiro parágrafo, não vejo porque ler o artigo até o final e dignar-se a redigir um comentário, ainda considerando a falta de tempo que você se declara vitimado.

  10. Adorei tudo que vc falou.

  11. Gosto de cheiro de livro novo e carro novo, mas pelo o que vc disse eu sou superficial né, até pq vc e o Deus da vdd =/.

    Ler livro pelo Ebook me da sono prefiro livros, mas isso é gosto, paulista tem muita mania de meter o nariz no rabo dos outros e criticar, agora vc deve estar pensando como eu sei que vc é paulista? Simples esse paposinho é característico.

    • A ideia central do artigo não é o cheiro do livro, nem o gosto pelo tal aroma, mas o ligeiro exibicionismo por detrás dessa frase, a vontade (velada, mas incontrolável), de ser reconhecido como leitor, culto. Sinto várias vezes, é viciante a sensação do orgulho. Somos todos superficiais, ou não viveríamos em sociedade, tiro os monges taoístas e os ermitões. E o artigo não é, em sua essência, uma crítica, mas uma reflexão crítica.

  12. é… também discordo um pouco deste ponto de vista. O termo “cheiro de livro” está mais relacionado, ao meu ver, na forma de ler, no prazer de ter um livro, folhea-lo, fazer rabiscos no papel…etc. e não em a pessoa “se mostrar” pros outros como “intelectuoide”. Ela pode muito bem ler livros digitais e encher a boca pra falar que le, le muito etal…

    • A vaidade se manifesta de formas sutis, proporciona muito prazer, mas nos envergonhamos demais em sermos identificados como vaidosos. Nada mais natural que gostar de ser admirado e os dois elementos mais dignos de admiração em nossa sociedade são o Dinheiro e a Cultura. Não só quem se vangloria de uma leitura que não possui, mas mesmo quem possui uma vasta cultura é vítima desse sentimento.

  13. pedante pra carxxxxx, hein jovem?

    • Sinto-me tranquilo em refletir sobre o pedantismo justamente por perceber em mim a manifestação dele. O artigo sai de uma mente que flagra a vaidade invadindo, envenenando, empolando o peito, quando se percebe digno de atenção alheia pelo fato de possuir cultura e ler bastante. Não me orgulho dessa manifestação, daí o expurgo.

  14. Discordo também. Generalista e unilateral demais… e, francamente, parafraseado o próprio texto, o autor enquadrou-se exatamente no “… velho arrogante e racista, cagador de regras e amargo com os rumos que a sociedade humana tomou”.

    Seria o mesmo que associar o fato de todas as pessoas terem jardins bonitos apenas para compará-lo aos jardins dos vizinhos e não para sentir-se bem de ter uma grama verde e bem cuidada para quebrar o tom cinzento das cidades.

    • Concordo que há uma tendência generalizante no texto. Foi uma estratégia necessária para provocar devidamente. Curioso que a vaidade é uma das características da alma que mais incomodam, percebermo-nos vaidosos causa uma imediata repulsa, quanto mais no quando a percepção se dá em relação a algo tão valorizado socialmente ou algo que nós mesmos prezamos demais, como, no caso, a cultura e o hábito de ler. Não concordo muito com tua analogia, não questiono a prática da leitura (cultivar o jardim), mas o glamour em torno dela. Não afirmo que todos que cultivam a leitura são pedantes, mas os que, mesmo inconscientes, se vangloriam do status que “ser leitor” tem na sociedade. A frase “adoro cheiro de livro” é um clichê típico relativo mais ao status do leitor que do hábito de leitura (embora seja difícil dissociá-los).

  15. Tenho vários livros amarelos de tão velhinhos na estante, quem gosta podem vir cheirá-los, não me importo. hahahahaa
    Mas cada um é cada um. Deixe os “intelectuais” com sua intelectualidade, amigo. hahaha
    Eu estou ficando velho e chato. Não aturo mais conversa para inflar ego… Algo completamente insuportável. abs.

  16. Rex, Marília, Alter ego, kkkkkk.

  17. Que bobagem… Para quem gosta de ler pegar um livro novo, folhear, é um prazer sim. Do mesmo modo que quem gosta de carros o cheiro de carro novo agrada. Não tem a ver com vaidade, é simplesmente um prazer. Tente filosofar sobre outra coisa mais importante.

    • Respeito sua opinião, mas ainda acho que mora nessa frase “adoro cheiro de livro” uma vaidade, um orgulho por pertencer a uma categoria “eleita” de cultos, distintos, etc. Não desprezo a cultura, a leitura, mas o culto ao objeto livro tem muito mais de glamour que de busca por sabedoria e diversão.

  18. Só não deve soar pedante o cheiro do XX do autpr deste post de xxxxx…..

  19. Discordo….. Eu aprecio a leitura. Se o livro for novo, aprecio também seu cheiro…. Não discutirei a apreciabilidade do odor do papel encadernado recentemente, porém, seu olfato, além de sua intolerância à respeito dos que admiram a fragrância de um livro novo e uma nova (ou velha) história, devem estar obstruídos, o que faz com que você um azarado e talvez, pelo tom de seu texto, um pouco amargurado….Deixe que cheirem os livros e proclamem seu amor a respeito!

    • A reflexão que me propus nasce deflagrar em mim a manifestação dessa vaidade. Percebo um prazer orgulhoso em pensar sobre mim mesmo como alguém que lê. Adoro ler, leio muito, mas a parte de minha alma que almeja glória, reconhecimento por essa prática, essa eu quero vencer. Que fique a sabedoria e os prazeres de ler uma boa história ou uma pensamento inovador…

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