sudo yum install newrelic-php5 sudo newrelic-install install
sábado , 25 março 2017
Chema Madoz e as similaridades plásticas

Chema Madoz e as similaridades plásticas

solChema Madoz é um dos fotógrafos mais importantes do mundo atual. José Maria Rodríguez Madoz é de Madrid (Espanha), tem 53 anos e é autor de uma obra que vem contribuindo para transformar o significado da fotografia e seu papel enquanto arte.

Fotografia é uma arte exclusivamente visual e não há arte mais expressiva do que é esse sentido do que a fotografia. Por meio da mecânica (e eletrônica) desse equipamento concretiza-se a exteriorização da imagem que só é possível dentro do córtex cerebral. É a sensibilidade de notar olhares universais uma das competências mais admiráveis dos grandes fotógrafos. A imagem captada, acidentalmente ou composta, é a projeção da subjetividade do artista, seu recorte poético de realidade.

Os trabalhos de Chema Madoz são composições imagéticas de enganos, metáforas, ironias e até paradoxos. Fotografando objetos (seu tema preferido) em situações que modificam suas funções, atribuindo-lhes novo sentido, ou criando cenas aparentemente impossíveis (até que se perceba o truque), embora simples, o artista expõe a similaridade entre as formas, cores e estado das coisas ao nosso redor. Explico melhor: uma barra de calça pode ser idêntica a um canto de parede, ou os cabelos de uma moça, em certo ângulo, podem ser confundidos com árvores, assim como uma estrada sinuosa se parece com a fumaça de um cigarro. Os enganos visuais que nos surpreendem acidentalmente são produzidos deliberadamente pela lente de Madoz, de forma genial. Veja alguns exemplos:

Outro tipo incrível de trabalho do mago espanhol é a montagem fotográfica de absurdos, numa linha mais próxima do surrealismo. Algo como alfinetar uma nuvem (ou engaiolá-la), um bombom de olho, um galho de árvores, várias brincadeiras com nossos sentidos e conceitos sobre como a realidade é, com suas leis da física e ordem natural:

Mas um dos recursos visuais preferidos do artista madrilenho é a composição com objetos fora de seus lugares usuais, mesmo que realizando suas funções. Apropria-se do significado do objeto e insere-o em uma situação ou cena a qual ele não pertence, gerando um paradoxo (ideia contraditória), como um compasso na água, buracos num cachimbo, tornando-o quase um sax e inútil. Ou produz uma sinestesia (mistura de sentidos) ao botar uma nota em uma taça, mesclando paladar, visão e audição:

Trabalhos como estes, ou os da coreana Jee Young Lee (Criando fotos como se fosse quadros) que cria em seu estúdio cenas para que suas fotos parecem com quadros, ou o ucraniano Oleg Oprisco, entre outros artistas, tais obras vem consolidando uma transformação progressiva da arte fotográfica, expandindo seus horizontes expressivos e estéticos. Conheça mais sobre o artista e suas obras em seu website: CHEMA MADOZ

Sobre Adriano Dias

Adriano Dias é um dos idealizadores do projeto, articulista e mergulhador no "mar de signos" em busca de formas curiosas e relevantes de cultura. Também leciona literatura, gramática e técnicas de redação como profissão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Scroll To Top
sudo rpm -Uvh http://yum.newrelic.com/pub/newrelic/el5/i386/newrelic-repo-5-3.noarch.rpm