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sexta-feira , 26 maio 2017
430,4 Litros de tinta – Reformulando o conceito estético da Escola

430,4 Litros de tinta – Reformulando o conceito estético da Escola

Maurício Adinolfi é um artista vasto, invasor e ousado, impulsionado pelo instinto e a reflexão (paradoxo que melhor o define). Tem a petulância de criar em ambientes e espaços onde a arte não costuma ser pertinente. Sei que os artistas argumentarão que todo em todo lugar cabe arte, o que o próprio Maurício atesta, mas não é todo dia que se vê um artista pintando barcos, guaritas de salva-vidas, barracos de favela e quadras de esporte.

O último trabalho de Adinolfi é intitulado “430,4 litros de tinta Coral”, volume preciso utilizado na pintura da escola municipal “EMEF Coronel Ary Gomes”, no Jaçanã, São Paulo. O projeto foi feito conjuntamente com o instituto Solvi (http://www.institutosolvi.com/), que promove anualmente o Dia do Voluntariado (está no 14º ano) e mobiliza equipes de voluntariado para ações sociais (como foi o caso), além da parceria com a empresa de tintas Coral, que fornece a matéria-prima. Alguns alunos, e equipe da escola ajudaram na realização da reforma estética que envolveu quadra de esportes, muros, bancos, playground, e pátio.

Mais do que embelezar a escola a partir de um plano estético arrojado, o projeto refaz o conceito de espaço escolar ao compor em suas paredes comuns, bancos de lanche, quadra esportiva, um grande painel artístico, planejada para agradar e causar o incômodo estético que a arte produz. Na mesma medida, a ação problematiza o conceito de arte, tradicionalmente ligado a ambientes elitizados e a telas que devam permanecer intocadas. Adinolfi planeja arte de uso, uma estética de envolvimento da realidade que nos circunda. Veja o resultado e algumas fotos do processo de realização:

Formado em filosofia pela Unesp, já lecionou por alguns anos, embora sempre produzisse sua arte, até decidir dedicar-se exclusivamente a projetos plásticos, tanto em estúdio, onde produz telas, monotipias, estruturas plásticas, como no mundo, poderia-se dizer. Maurício leva galões de tinta para bairros pobres, mangues, até Portugal e a costa francesa receberam sua arte. Em Couper Bleu, no litoral francês, pintou barcos de pesca dos pescadores locais, junto com eles e a comunidade, numa arte que combinava restauro com ressignificação do objeto. Também pintou um enorme painel às margens da represa Billings, foi à Marabá, no Pará, para pintar os barcos dos pescadores locais, também e um posto de salva-vidas na Praia Brava, em Santa Catarina.

Veja:

Billings:

Praia Brava (SC):

Marabá (PA):

Conheça mais do trabalho do artista plástico e filósofo (seus textos também são fantásticos) Maurício Adinolfi em seu site:

http://www.mauricioadinolfi.com/

Sobre Adriano Dias

Adriano Dias é um dos idealizadores do projeto, articulista e mergulhador no "mar de signos" em busca de formas curiosas e relevantes de cultura. Também leciona literatura, gramática e técnicas de redação como profissão.

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